Carregando...

Produto indisponível
Aguardando reimpressão

Compartilhar:
Serpente sem casca, A

Roberto Amaral
248 páginas
ISBN: 9788599168042

R$ 41,80  R$ 20,90

Falar sobre Roberto Amaral num limitado espaço como este é um desafio, tratando-se de alguém com extraordinária história de vida e de militância. Nasceu em Fortaleza em 1939 e logo cedo revelou vocação política e para a literatura, áreas em que se destaca. Sua história se confunde com a história política do Brasil marcada por muitas lutas em que tem sido protagonista.

Concluiu o Clássico no Liceu do Ceará em 1958 e foi orador da turma, denominada "Com a Petrobras pelo Brasil", prenúncio das campanhas populares em defesa do monopólio estatal do petróleo e da Petrobras, das quais participa ativamente. Teve destacada militância estudantil, como dirigente da UEE do Ceará, e vice-presidente da UNE. Ingressou no PCB onde iniciou a militância político-partidária socialista.

Sua vocação literária se manifestou desde os 14 anos, quando fundou, em 1953, o grêmio literário "Academia dos Novos" e participou como ensaísta do livro Antologia dos Novos. A publicação, em 1958, do livro Um herói sem pedestal, sobre a abolição da escravatura no Ceará, marcou o começo de sua carreira literária que continua até hoje, com vasta produção de Ensaios, obras de ficção, Novelas, Romances entre outros perfazendo mais de 40 títulos.

Ainda estudante ingressou no jornalismo, no jornal O Estado e, depois, integrou a equipe dirigente do Diário do Povo, jornal de oposição, fundado por Jáder de Carvalho, líder comunista e um dos fundadores do PSB em 1947.

Com o golpe de 64, foi perseguido pelo regime militar e condenado pelo Superior Tribunal Militar. Naquele tempo vivia no Rio de Janeiro, onde se tornou professor de Economia Política da Faculdade de Direito. Após a redemocratização do país, retornou à atividade política legal. Participou da refundação do PSB, em 1985, e integrou a Comissão Executiva Nacional Provisória do Partido.

A partir de então, dedicou-se à construção do Partido como secretário geral, de 1985 a 1993 e, depois, como vice-presidente. Assumiu a presidência em 2005, quando da doença e falecimento de Miguel Arraes, em 2006, e depois, com o afastamento de Eduardo Campos em duas ocasiões; na campanha para governador de Pernambuco e após a tragédia que vitimou o então candidato à presidência da República, em agosto de 2014, função que exerceu até o final do 1º turno das eleições, quando renunciou por não concordar com o apoio do PSB, no segundo turno, ao candidato do PSDB, Aécio Neves. Professor universitário, foi Ministro de Ciência e Tecnologia do Governo Lula e Diretor Geral da Alcântara Cyclone Space – ACS, empresa binacional Brasil-Ucrânia.

É por toda essa rica trajetória que Roberto Amaral é conhecido e respeitado como pensador e liderança política. Identifico-me com suas posições políticas sustentadas teórica e ideologicamente e inspiradas no marxismo e no socialismo democrático.


Luiza Erundina