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, de Leo Panitch e Sam Gindin
Segundo David Harvey, “o mais importante livro do ano, provavelmente da década”, sobre os Estados Unidos e a economia global.
, de Max Jammer
Terceiro título da série de estudos sobre conceitos fundamentais da física. Segue-se a “Conceitos de força” e “Conceitos de espaço”, já publicados.
, de Max Jammer
Título que fecha a série de estudos, realizada por Jammer, sobre os conceitos fundamentais da física.
, de Álvaro Vieira Pinto
“A fase em que atualmente se encontra o processo da realidade brasileira apresenta à consciência que o acompanha o problema da origem dessa consciência, de sua natureza e da função que lhe cabe desempenhar, não só para ser interpretação correta daquela realidade, como, sobretudo, para ser instrumento eficaz de aceleração das transformações em curso. O conjunto de condições objetivas que constitui o estado de uma comunidade nacional é sempre acompanhado por uma consciência social, onde se reflete. Mas o conteúdo da representação admite extensa variedade de graus de clareza na percepção, desde as formas tão pouco esclarecidas que confinam com o inconsciente, até as que dispõem de lúcida percepção das ideias e noções resultantes dos reflexos dos fatos na consciência coletiva. [...] Esclarecer a questão da origem e das formas de consciência da realidade nacional não é matéria de dissertação acadêmica, mas diz respeito à nossa própria situação pessoal, pois temos de tomar partido em face das circunstâncias que nos envolvem.”<br><br> Álvaro Vieira Pinto<br><br> * * *<br><br> Com a reedição dos dois grandes volumes de “Consciência e realidade nacional”, publicados pela primeira vez em 1960 e há muitos anos esgotados, a editora Contraponto prossegue o projeto de tornar disponíveis ao público leitor brasileiro as principais obras de um dos nossos maiores filósofos.<br><br> Antes, editamos o inédito “O conceito de tecnologia”, também em dois volumes, “A sociologia dos países subdesenvolvidos” e “Ciência e existência: problemas filosóficos da pesquisa científica”. A sequência prosseguirá.<br><br> Álvaro Vieira Pinto (1909-1987) foi catedrático da Faculdade Nacional de Filosofia da então Universidade do Brasil (hoje UFRJ), professor admiradíssimo por várias gerações de alunos e um dos principais animadores do Instituto Superior de Estudos Brasileiros (Iseb), a mais importante entidade envolvida nos debates do ciclo desenvolvimentista nas décadas de 1950 e 1960. Foi para o exílio depois do golpe militar de 1964.<br><br> Sua obra, até hoje revelada aos poucos, mantém um fio condutor que revela um ambicioso projeto intelectual: discutir o ser nacional à luz de uma visão filosófica e antropológica do conceito de trabalho, central para propiciar uma leitura histórica da sociedade.<br><br> Impulsionado pelo trabalho, o processo de desenvolvimento deve propiciar recursos cada vez mais elaborados para o homem lidar com a realidade: “O modo pelo qual o homem vê o mundo tem como uma das causas condicionadoras a natureza do trabalho que executa e a qualidade dos instrumentos e processos que emprega.”<br><br> Mas o desenvolvimento da nação tem implicações mais vastas. Ele só pode ocorrer em paralelo à transição da “consciência ingênua” (aquela que ignora os fatores e condições que a determinam) para a “consciência crítica” (aquela que apreende a realidade como um processo dinâmico, formatado pela história, na qual se insere).<br><br> Nestes volumes, Vieira Pinto analisa as características fundamentais da “consciência ingênua” e discute as condições de sua superação, que, ao fim e ao cabo, deve conduzir o pensamento a ser regido por categorias como objetividade, totalidade, racionalidade, liberdade, atividade e nacionalidade.<br><br> O nacionalismo revolucionário, que propõe, tem como referência “o projeto de uma nação a fazer”. Exatamente o desafio brasileiro atual, colocado de forma ainda mais aguda neste início do século XXI.<br><br> Cesar Benjamin
, de Álvaro Vieira Pinto
“Para a mentalidade ingênua, a nação é coisa que "já existe", e precisamente enquanto coisa. Está feita, sua realidade é completa, ainda que admitindo-se que sofra modificações ao longo da história. (...) Ora, o que a consciência crítica desvendará é justamente o oposto: é a minha atividade que torna possível a existência da nação. A nação não existe como fato, mas como projeto. Não é o que no presente a comunidade é, mas o que pretende ser, entendendo-se a palavra "pretende" em sentido literal, como ‘pre-tender’, tender antecipado para um estado real. (...) A comunidade constitui a nação ao pretender ser, porque é assim que a constitui no projeto de onde deriva a atividade criadora, o trabalho. A nação resulta, pois, de um projeto de comunidade, posto em execução sob a forma de trabalho.”<br> Álvaro Vieira Pinto<br><br> * * *<BR><br> Com a reedição dos dois grandes volumes de “Consciência e realidade nacional”, publicados pela primeira vez em 1960 e há muitos anos esgotados, a editora Contraponto prossegue o projeto de tornar disponíveis ao público leitor brasileiro as principais obras de um dos nossos maiores filósofos.<br><br> Antes, editamos o inédito “O conceito de tecnologia”, também em dois volumes, “A sociologia dos países subdesenvolvidos” e “Ciência e existência: problemas filosóficos da pesquisa científica”. A sequência prosseguirá.<br><br> Álvaro Vieira Pinto (1909-1987) foi catedrático da Faculdade Nacional de Filosofia da então Universidade do Brasil (hoje UFRJ), professor admiradíssimo por várias gerações de alunos e um dos principais animadores do Instituto Superior de Estudos Brasileiros (Iseb), a mais importante entidade envolvida nos debates do ciclo desenvolvimentista nas décadas de 1950 e 1960. Foi para o exílio depois do golpe militar de 1964.<br><br> Sua obra, até hoje revelada aos poucos, mantém um fio condutor que revela um ambicioso projeto intelectual: discutir o ser nacional à luz de uma visão filosófica e antropológica do conceito de trabalho, central para propiciar uma leitura histórica da sociedade.<br><br> Impulsionado pelo trabalho, o processo de desenvolvimento deve propiciar recursos cada vez mais elaborados para o homem lidar com a realidade: “O modo pelo qual o homem vê o mundo tem como uma das causas condicionadoras a natureza do trabalho que executa e a qualidade dos instrumentos e processos que emprega.”<br><br> Mas o desenvolvimento da nação tem implicações mais vastas. Ele só pode ocorrer em paralelo à transição da “consciência ingênua” (aquela que ignora os fatores e condições que a determinam) para a “consciência crítica” (aquela que apreende a realidade como um processo dinâmico, formatado pela história, na qual se insere).<br><br> Nestes volumes, Vieira Pinto analisa as características fundamentais da “consciência ingênua” e discute as condições de sua superação, que, ao fim e ao cabo, deve conduzir o pensamento a ser regido por categorias como objetividade, totalidade, racionalidade, liberdade, atividade e nacionalidade.<br><br> O nacionalismo revolucionário, que propõe, tem como referência “o projeto de uma nação a fazer”. Exatamente o desafio brasileiro atual, colocado de forma ainda mais aguda neste início do século XXI.<br><br> Cesar Benjamin
, de Ferdinand Tönnies
Estudo completo sobre vida e obra de Hobbes, feito por um dos fundadores da moderna sociologia alemã.
, de O. Hermann Cohen
Um dos expoentes da Escola de Marburgo estuda, do ponto de vista filosófico, o momento-chave da construção da matemática moderna.
, de Ulrich von Wilamowitz-Moellendorff
Ensaio de um dos maiores eruditos alemães do século XIX, seguido de “A historiografia grega” e “Apolo”.


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